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Do primeiro carro a álcool ao bioquerosene de aviação

Nesta terça-feira, dia 16 de outubro, às 14h30, o ciclo de palestras Terças Tecnológicas tem uma edição especial, que integra a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e as comemorações dos 90 anos do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI). Com o tema “Do carro a álcool ao bioquerosene de aviação”, o diretor do INT, o engenheiro de produção Domingos Naveiro, mostrará a trajetória das pesquisas em biocombustíveis realizadas pelo Instituto, desde o início de sua atividade até os dias de hoje.

Carro a álcool em 1925 – Ainda na década de 1920, o INT, então chamado de Estação Experimental de Combustíveis e Minérios (EECM), já avaliava o uso do álcool em motores automotivos. Um Ford de quatro cilindros foi preparado para os testes.  Em agosto de 1925, percorreu 230 km em uma corrida no Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro, na primeira prova automobilística realizada pelo Automóvel Clube do Brasil. No mesmo ano, o carro fez os percursos Rio-São Paulo, Rio-Barra do Piraí e Rio-Petrópolis. O combustível era álcool etílico hidratado a 70% (com 30% de água).

De lá para cá, foram inúmeras as soluções encontradas pelos pesquisadores do INT para a utilização de biocombustíveis. Na década de 1930, eles viabilizaram a mistura do álcool com a gasolina importada, que passou a ser obrigatória, na porcentagem de 5% a 10%, estabelecida então por várias leis municipais, estaduais e federais. No mesmo período, o Instituto realizaria as primeiras pesquisas para a produção de biodiesel, a partir de oleaginosas nativas como a mamona e o dendê.

Em momentos difíceis da nossa economia, o INT gerou alternativas importantes, como foi o caso da tecnologia do gasogênio, usado como substituto da gasolina durante a Segunda Guerra Mundial, e da viabilização da mistura do álcool à gasolina, a partir da crise do petróleo, na década de 1970.

Novos biocombustíveis - Atualmente as pesquisas em biocombustíveis continuam gerando resultados e inovação. Uma das linhas importantes de pesquisa é a produção de etanol de segunda geração. O processo transforma a celulose do bagaço e da palha da cana em açúcares fermentáveis, que são convertidos em etanol. As mesmas usinas que já produzem o açúcar e o álcool de primeira geração podem assim aproveitar a biomassa residual, aumentando sua produtividade.

Os trabalhos do INT se estendem, abarcando pesquisas para a produção de hidrogênio de etanol e gás natural, além de biocombustíveis de inúmeras oleaginosas.

Em outra linha, estão sendo desenvolvidos novos biocombustíveis para substituição do querosene usado pelos aviões. A alternativa, que já gerou dois pedidos de patentes internacionais do INT em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME), utiliza processos inéditos. Ao contrário de outros estudos que utilizam o etanol ou as mesmas oleaginosas que produzem biodiesel, esses processos aproveitam resíduos como casca de frutas cítricas e biomassa de eucaliptos.

Além das experiências com biocombustíveis, o INT participou de vários outros momentos importantes do desenvolvimento tecnológico, que também serão citados pelo diretor Domingos Naveiro.

Em seu nono ano de atividades, o ciclo Terças Tecnológicas é voltado para estudantes de graduação e pós-graduação, apresentando projetos e conhecimentos gerados pelo Instituto Nacional de Tecnologia. O objetivo do INT com o evento é estimular o debate e a interação entre tecnologistas e o público universitário, e divulgar tecnologias inovadoras para a sociedade. As palestras são gratuitas, mediante inscrição, e dão direito a certificado de participação.

Serviço

Tema: Do primeiro carro a álcool ao bioquerosene de aviação
Palestrante: Domingos Manfredi Naveiro – diretor do INT
Data: 16 de outubro de 2012
Horário: 14h30 às 16h30
Local: Auditório Fonseca Costa / Instituto Nacional de Tecnologia (Av. Venezuela, 82 – Praça Mauá – Rio de Janeiro)
Inscrições: [email protected]
Organização: Divisão de Comunicação do INT –  21 2123-1277 / 2123-1295

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