• Cesar

    Bom dia Jean Marc,
    apesar de eu ser leigo no assunto, sou totalmente contra este tipo de fonte de energia e como você citou:
    "Somos um país com milhares de possibilidades por possuirmos a maior biodiversidade do mundo, águas fluviais a perder de vista, luz solar o ano inteiro, ventos quase intermitentes no Sul e Nordeste…".
    Acho que o investimento em energia nuclear é dar marcha-ré rumo ao desenvolvimento sustentável.

  • Vitor Kirschner

    Infelizmente nossos políticos se baseiam nos seus interesses #$. Com uma crise nuclear e com o péssimo custo beneficio, o Governo insiste em investir nessa idéia. Cada vez mais tenho vergonha de ser governado por pessoas despreparadas e de caráter duvidoso. O Brasil, novamente, vai a contra mão do mundo desenvolvido.

  • PAUL POULALLION

    1/3 As soluções energéticas passam pela valorização da energia. As tarifas deveriam comportar uma taxa de consumo para evitar as aplicações sem eficiência e sem racionalização. A primeira fonte de energia atualmente é a “racionalidade-eficiencia-conservação” que represente no mundo 50% do consumo global. A taxa adicional acumulada em um FUNDO DE AVAL, permitiria de garantir os empréstimos para desenvolver tecnologias racionais e sobretudo para implantar em países atrasados industrias de baixo consumo energético e não ao contrario como atualmente. A energia renovavel não precisa de subsidio > a energia participa por menos de 7% dos custos totais. A energia deveria custar MAIS, e os impostos sobre o trabalho (salarios) MENOS.

    • Paul Poulallion

      2/3 Nesse contexto podemos verificar que a energia nuclear – geração de eletricidade – é inútil e portanto porque correr riscos para nada: 17% na França, quando ela importe gás natural a preço de banana para queimar em termoelétricas com perdas de mais 65% (da turbina até a resistência elétrica que produz a energia térmica), 3% na Alemanha que pode facilmente parar, 1% no Brasil que queima o gás natural nos campos, nas unidades de produção dos derivados de petróleo, nas termoelétricas – utilizadas com “lixeiras” para se desfazer do gás e evitar que o gás natural substitua os 25% de energia elétrica utilizada nas industrias para gerar energia térmica em vez de queimar o gás diretamente.

  • Paul Poulallion

    3/3 O Planejamento energético brasileiro, nunca existiu. Sempre temos programas de extrapolação de praticas antigos sem tomar em conta os avanços da tecnologia e sobre tudo do desenvolvimento industrial de alta produtividade que confere a verdadeira competitividade. Continua a projetar toneladas de "carvão" para "locomotivas a vapor", quando o transporte no mundo – e no Brasil – é de jatos! O consumo UTIL energético é de 65% calor, 32% Força motriz, e 3% usos específicos de energia elétrica. Agora é sempre possível de fazer a rota: gás-turbina- gerador -auxiliares – transformador-transmissão – transformador- painéis- resistências – calor em vez de gás>calor.
    Jean Marc Sasson está certo, como advogado, porem não percebeu – ou não está informado – o enorme potencial das energias renováveis – ainda mais no quadro do Brasil e da África – com aplicações de tecnologias novas.

  • Paul Poulallion

    3/3 continuação >>> e a implantação de fabricas dos equipamentos para criação de empregos e de treinamento profissional associado, se o BNDES tiver uma estrategia orientada pelas funções verdadeiras do Banco : desenvolvimento econômico e SOCIAL, em vez de FINANCEIRO.
    Eu só evidentemente em favor do desenvolvimento do beneficiamento TOTAL do combustível nuclear para exportação (em vez da Central elétrica para importar o combustível), das aplicações marinas do MOTOR NUCLEAR, mesmo, do dominio das tecnologia das armas a base nuclear, e todos equipamentos nos setores medical e industrial.

  • Rodrigo

    Mais uma vez sou obrigado a fracionar minha opinião neste site. Vejo isso como uma coerção à manifestação de conraditórios.Sou a favor da utilização da energia nuclear no Brasil. Sugiro a leitura do arquivo
    http://www.labplan.ufsc.br/congressos/XIII%20Eria

    para confrontar as estimativas do professor Pinguelli Rosa.

    Em defesa da energia nuclear cito como argumento duas vantagens essenciais sobre as eólicas: o fator de capacidade francamente superior e a proximidade dos centros consumidores, o que reduz a necessidade de longas linhas de transmissão e de perdas nesse trajeto.

    A discussão sobre rotas de fuga é irrelevante. Basta ver o que houve no Japão. a evacuação não necessita pressa, apenas organização. Escapar de um tsunami exige rapidez e sorte. A paranóia em torno da energia nuclear chega às raias da estupidez, alimentada por ONGs irresponsáveis.

  • Rodrigo

    Cito mais uma vez o grande exemplo de Fukushima: o prédio resistiu ao terremoto (escala 8,9!!) e ao tsunami de 15 metros. TRês reatores permaneceram intactos. O problema só ocorreu porque o sistema de resfriamento dos outros tres foi atingido. Esse foi o ponto fraco da usina, não foi problema com o reator. Parece que ocorre uma cegueira geral para a realidade, estimulada pelo sensacionalismo da mídia em geral. É fácil concluir que estimular o medo, vende mais jornais e rende mais financiamento (o mesmo processo que alimenta a suposta guerra contra o terrorismo).

    Finalmente, o estado do Rio de Janeiro depende diretamente das usinas nucleares de Angra. É a segunda força econõmica do país e não tem potencial energético suficiente.

    • Marcio Junior

      Rodrigo, e quando as usinas de Angra I e II chegarem ao final da sua vida util? (Causado pela redução da espessura de parede dos reatores, das tubulações de água primária etc.) Vamos implementar o plano dos militares? Que era soterrar as usinas com as montanhas vizinhas.

  • Washington

    O tema é complexo para ser tratado de forma simplista, devemos perguntar se queremos ser dependentes ou não dos países que detém o controle desta tecnologia? A energia nuclear não está limitada a geração de energia elétrica por meio das usinas ou fabricação de bombas nucleares, existem outras implicações e seu uso é recorrente na vida da humanidade. O desenvolvimento da medicina nos últimos 60 anos, deu-se pelos estudos realizados com os elementos radioativos. Atualmente ela é utilizada em um projeto para dessalinização da água do mar em Israel,. Os carros movidos a hidrogênio desenvolvidos pelos europeus, foram baseados pelo princípio da BOMBA H.
    Porque será que os países desenvolvidos estão "abandonando" o uso desta energia? Implicações econômicas, tentativa de forçar os países em desenvolvimento não venha participar do clube dos "lords", ou porque simplesmente alcançaram o controle total ou estão se aproximando desse feito?
    No século XXI a independência dar-se-á pelo controle da teconlogia da energia nuclear. E neste quesito, estamos na fase embrionária!

  • Vitor Kirschner

    O Brasil é bastante avançado em tecnologia nuclear e já possuímos as usinas de Angra, para que construir mais uma?
    Não há "conspiração" na tendência de abandonar a energia nuclear, se os países desenvolvidos estão abandonando seus programas é porque não precisam correr riscos, para gerar uma energia cara. Construir Angra 3 é igual a construção do trem bala tupiniquim, ambos têm o custo beneficio ruim e não fazem sentido no contexto nacional. Temos que investir em energia limpa, segura e barata, conforme a tendência mundial.

  • http://www.verdejeando.blogspot.com Jean Marc Sasson

    Prezados,

    Gostei muito dos comentários.

    O contraditório sempre enriquece.

    Mas uma coisa não ficou clara: Preferem o investimento em energia nuclear em detrimento de outras fontes alternativas e renováveis?

    • Ruth Alves

      Todas as fontes devem ser desenvolvidas – elas não são excludentes e sim complementares. O nosso país não deve se dar ao luxo de excluir qualquer combustível de sua matriz energética. É necessário um planejamento adequado no qual se procure atender tanto o ambiente quanto os habitantes. Sem energia não há emprego, nem renda para a população e miséria não é o que queremos para o Brasil.

  • Rodrigo

    1. O custo de Angra III poderia ter sido menor se não tivesse ficado 20 anos com os equipamentos parados. Em 1993 li que Furnas – então a responsável pelo complexo nuclear – gastava 120 milhões de dólares por anos só para manter os equipamentos guardados. E já fazia mais de uma década que os equipamentos tinham sido adquiridos. Então multipliquem corrijam esses custos por pelo menos trinta anos e vejam quanto se gastou com tanta discussão.

  • Rodrigo

    2. A questão não é ser a favor de uma energia ou de outra. O que precisamos ver é o contexto da geração no país. Como falei antes, o Rio de Janeiro não tem alternativas energéticas para suprir sua demanda. Depende da energia gerada em outros estados. A energia eólica é bonita, mas seu fator de capacidade é muito baixo. Significa que a geração firme é baixa. Conforme o documento cujo link anexei, para cada MW instalado a geração firme de uma eólica é apenas 0,3 MW. As térmicas (nucleares inclusas) têm fator de capacidade alto (85%). É quase tres vezes maior. É energia mais estável, é a energia necessária para o pleno funcionamento dos equipamentos industriais, e dos aparelhos domésticos sensíveis a picos de luz.

  • Rodrigo

    Não podemos abrir mão da energia nuclear. A Alemanha não fará isso, a não ser que a substitua por carvão. O Japão tampouco. Eu questiono a seriedade das ONG que dizem discutir o assunto, eu questiono pesquisadores que chutam valores facilmente contestados por uma simples e rápida pesquisa na Internet. O Brasil não precisa mais de tecnologia estrangeira para seu programa nuclear. Isso não incomoda os países desenvolvidos?
    Não podemos fazer hidrelétricas, não podemos fazer nucleares… Temos que comprar deles os cataventos de baixa eficiência energética? Por quê? Perguntem aos nordestinos o que acham dos cataventos.

  • Paul Poulallion

    Parece inacreditável ter uma troca de “em favor” e “contra” quando a geração de energia elétrica deveria corresponder a uma demanda. Para ter feito mais de 300 visitas em indústrias para levantar a demanda de energia UTIL, constato que temos uma super oferta de combustíveis para gerar a energia térmica necessária, sem precisar de mais eletricidade. Ao contrario qualquer política inteligente e racional provocaria uma redução da demanda de mais de 35%. Não entendo como os comentaristas vejam essa questão, sem saber a energia que cada consumo todo dia: calor para o cozimento, calor (FRIO) para ar condicionado, calor para água da ducha, pouco Watts para iluminação, tel, computador, motores de eletrodomésticos

  • Paul Poulallion

    Para continuar o papo, precisa revisar as bases (não 2+2=4) da energia e das aplicações energéticas. O custo do gás natural é de 22-23 Euros/MWh, do petróleo BRUT 76 euros/MWh, da eletricidade 52 euros/MWh. Se a política estabelece uma estratégia de eficiência e racionalidade é obvio que para gerar 1 milhão de Kcal de calor, a queima do gás é melhor ! a queima da lenha com 5 a15% de gás é ainda bem melhor! Isso é impossível de ser compreendido?? Acho um viés estranho: quer produzir eletricidade para fazer o que ?? É de calor que precisemos, e de força motriz.

  • Rodrigo

    O Plano Decenal 2020 foi apresentado pela EPE e disponibilizado para consulta. Ele propõe a predominância de fontes renováveis de energia. Até todos aplaudem a decisão, mas 10.000 MW dos 60.000 MW que se pretende instalar até aquele ano, provêm das usinas hidrelétricas previstas para o Tapajós. E somente quando elas começarem de fato a serem estudadas é que o confronto se iniciará. A discussão deve começar já. Pelo que entendi das afirmações de Paul Poulalion, não haveria necessidade de expandirmos nossa geração. Para mim, apesar de trabalhar com hidrelétricas e ser favorável a elas, vejo o avanço sobre o Tapajós com enorme preocupação. Para outros ambientalistas do Sul/Sudeste, a solução seriam as eólicas (sobre as cabeças dos nordestinos). A minha opção – nuclear – permanece pequena na proposta do plano. Detalhe: deverão ser acrescidos outros 40.000 km de linhas de transmissão.

  • JERRY SASSON

    ESTOU GOSTANDO MUITO DE SEUS COMENTARIOS
    CADA VEZ MAIS CONSISTENTES
    CONTINUE ASSIM;
    JERRY

  • Onivaldo Segundo

    Rodrigo, como você também sou um pro-nuclear, mas acho que aqui no Brasil nao precisamos de mais reatores, temos tanto potencial a explorar com outros tipos de geraçao que chega a ser irracional o investimento em novas plantas nucleares, sem considerar os custos que isso acarretara no futuro com gestao dos rejeitos e o descomissionamento das plantas. Penso ser uma otima soluçao para paises altamente dependentes do petroleo e que tem muito cash, como os Emirados Ar., até mesmo o Japao e a China, mas aqui nao acho que seja uma boa. EEEE, gostaria quee tu explicasse pq o Brasil nao precisa mais de tecnologia nuclear estrangeira, nao sou um especialista no assunto e nao encontrei muita coisa na internet com relaçao a isso…

    Quanto ao que os nordestinos pensam dos aerogeradores, eu sou cearense e posso dizer que eu assim como a grande fatia dos engenheiros nordestinos, dou total credibilidade para a energia eolica e acredito no seu potencial.

    E a Alemanha JA abriu mao da geraçao nuclear, muito 'burramente' diria eu, mas eles também tem seus dilemas politicos e uma forte oposiçao a satisfazer.

  • Ananias Baracuhy

    O importante nessa discussão me parece que é ter alternativas para gerar energia abundante,limpa e segura.Nesse particular,a energia solar ganha da nuclear em todos os comparativos.Uma usina nuclear é uma bomba atômica dentro de casa.A ação de homens bomba explode um reator desse e estar feita a catástrofe nuclear.Portanto,energia nuclear,somente entendo a sua defesa para satisfazer os altos interesses dos lobbies,são bilhões de dollares na jogada.A Alemanha já viu as desvantágens e já estar caindo fora dessa modalidade de energia e vindo da Alemanha,acredito que ninguem de bom senso venha dizer que é jogada de marketing.

  • Rodrigo De Filippo

    Ananias, as usinas são antigas e serão desativadas. Enfim, É JOGADA DE MARKETING SIM!
    Os EUA acabaram de aprovar a construção de uma usina nuclear. Eles não são loucos.
    Veja o caso da Espanha, o porcentual de cada fonte de energia, em 2009: (http://es.wikipedia.org/wiki/Energ%C3%ADa_en_Espa%C3%B1a)

    Fuente de energía2009
    Carbón – 12,6 %
    Petróleo – 0,4 %
    Gas natural 0 %
    Nuclear – 45,9 %
    Hidráulica – 7,5 %
    Otras energías renovables – 33,6%

    Repare na importância que a energia nuclear tem. Segundo o mesmo site, a geração em 2009 foi 2,8% menor que em 2008. Não é à toa que hoje o país tem 20% de desemprego e dívida de 120% do PIB. Ele não tem energia para continuar crescendo.

    Ou o Brasil investe em nucleares ou investe sobre a Amazônia. A questão é essa, se pretende manter a matriz limpa. Porque eólicas e solares serão sempre COMPLEMENTARES, tapa-buraco.

  • Alex

    A real é o seguinte, veja ,
    Usina Hidrelétrica Ilha Solteira – Sua potência instalada é de 3.444,0 MW com 20 unidades geradoras. Só o reservatório tem 1.195 km² de extensão.
    Angra 2 opera com (1) reator e sua potência nominal é de 1350 MW. Ocupa uma pequena área.
    Esta localizada perto dos grandes centros consumidores de energia, SP e RJ.
    Energia limpa e uma solução otima para ajudar o sistema atual, agora substituir, acho pouco provável.