Três mil e oitocentas residências de Sete Lagoas, em Minas Gerais, começaram a receber, em julho, os medidores inteligentes. Ao contrário dos atuais, que realizam apenas a leitura do consumo de energia da casa, os novos aparelhos funcionam como pequenas centrais de comunicação, oferecendo, em tempo real, diversas informações sobre o fornecimento prestado àquela residência. Ele pode indicar variações nos níveis de tensão e informar a concessionária sobre algum problema que causou o corte na energia, por exemplo. O novo sistema permite, ainda, que o morador monitore o seu gasto, determinando, inclusive, em quais horários seu consumo é maior.
Atendendo à chamada pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o Programa Brasileiro de Rede Elétrica Inteligente, a Cemig, juntamente com mais 36 empresas cooperadas, está realizando um amplo estudo sobre a viabilidade e a aplicação da tecnologia ao sistema elétrico nacional.
Iniciado em janeiro de 2011, o projeto foi orçado em R$ 9 milhões e está sob a coordenação do Instituto Abradee de Energia. “Ao longo do ano passado, promovemos workshops com a participação de representantes de diversos ministérios e outros órgãos de governo, em Brasília (DF). Era preciso que esses órgãos ficassem cientes do que essa tecnologia significa em termos de custo, funcionalidade e benefícios possíveis”, afirma Fernando Cézar Maia, coordenador do projeto pelo Instituto Abradee. “O objetivo é criar uma metodologia de planejamento e uma ferramenta de cálculo que ajude na formulação de políticas públicas”, revela Fernando.
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