Da Agência Ambiente Energia - O economista Ignacy Sachs, professor titular da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris, apresentou na segunda-feira, 18 de Junho, na conferência “O início de uma nova era: o Antropoceno”, na Cidade Universitária, Rio de Janeiro, a proposta para criação de um fundo de desenvolvimento internacional, composto por 1% do PIB dos países ricos, taxação das operações financeiras, impostos sobre emissão de carbono e pedágios de 1% sobre passagens de aviões e fretes de navios.
Sachs defende que os recursos desse fundo, que poderiam ser administrados por um órgão das Nações Unidas, sejam usados para a aplicação de inovações tecnológicas para um melhor uso dos recursos renováveis.
“Os mercados deixados a si mesmos têm a vista curta e a pele grossa, são insensíveis e não trabalham com visão de longo prazo. Por isso, é preciso criar um fundo para colocar algumas coisas em prática dentro de planos que reduzam as diferenças abissais existentes no mundo, incluindo conceitos como a pegada ecológica e o paradigma da geração de energia”, disse Sachs.
A sugestão é que os países criem planos nacionais com períodos de 15 a 20 anos, que inicialmente visem a reduzir as diferenças sociais, usando melhor os recursos renováveis. E deles se forme um plano mundial, que, numa segunda etapa, teria como meta desacelerar e reduzir a produção de bens materiais.
De acordo com o economista, países como o Brasil e a Índia deveriam liderar as mudanças nos países em desenvolvimento. Para isso, propôs que sejam feitos mais acordos de cooperação técnica e científica entre os dois países e que as novas tecnologias, como aquelas apresentadas pela Coppe/UFRJ para um amplo uso de energias renováveis, a exemplo da geração de energia através das ondas do mar, possam ser utilizadas também nos países mais pobres, como os do continente africano.
Tags: Matriz Limpa, Sustentabilidade




