Da Agência Ambiente Energia – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu, na segunda-feira, 7 de abril, o veto ao Código Florestal aprovado no Congresso Nacional. Ela salientou, no entanto, que é preciso buscar alternativas para que não haja instabilidade jurídica no país. Segundo Izabella, o governo deve dialogar com a sociedade e buscar o caminho da justiça socioambiental, com a adoção de regras claras e leis aplicáveis. “Como ministra do Meio Ambiente preciso defender os interesses de todos os brasileiros e não os de um grupo ou de outro”, afirmou.
A declaração foi feita na abertura do Colóquio Internacional sobre a Carta da Terra, parceria da Comissão de Meio Ambiente do Senado, União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, sigla em inglês) e Carta da Terra Internacional.
“Não tenho nenhum problema em pedir o veto, tenho problema de lidar com a realidade depois disso, garantir condições para quem produz alimentos e protege o meio ambiente com inclusão social”, afirmou. “Ao vetar, é preciso pensar no que fica depois, porque os problemas socioambientais não podem ser empurrados com a barriga”, disse.
Rio+20 – A ministra também disse acreditar no sucesso da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20). Isabella chamou atenção para a importância em se discutir o desenvolvimento sustentável sob o pilar econômico, destacando que as estratégias para a erradicação da pobreza fazem parte da Rio+20, principalmente sob o aspecto do consumo sustentável. “Nós todos temos que consumir melhor, com maior impacto e maior eficiência energética”, observou.




