Da Agência Ambiente Energia – O mercado latino-americano de energia eólica é dominado pelo Brasil, que vem se estabelecendo como um grande mercado internacional. A análise corresponde à visão exposta no novo relatório do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês). O documento aponta que a base industrial robusta brasileira permitirá o abastecimento de um mercado em franco crescimento no Cone Sul até 2016.
Em geral, o GWEC projeta taxas médias anuais de crescimento de mercado de cerca de 8% para os próximos cinco anos, com uma boa perspectiva para 2012 e uma queda substancial em 2013. Já para o Brasil, a taxa média de crescimento da energia eólica anual prevista é 40%, entre 2012 e 2016. As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.
“O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Em 2015 seremos o 10° maior produtor de energia eólica do mundo. Atualmente, nossa capacidade instalada é de 1.471 MW e nosso potencial gira em torno de 300 GW. Temos um futuro promissor e ainda há muito espaço para crescimento”, destaca Lauro Fiúza Junior, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).
O Global Wind Report 2011, lançado na última terça-feira (17) aponta que a indústria de energia eólica global instalará mais de 46 GW de nova capacidade em 2012. Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Clique aqui para ter acesso ao relatório completo no site do GWEC.
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