Da Agência Ambiente Enegia – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) completou o licenciamento das linhas de transmissão das usinas do rio Madeira, em Rondônia. Esta semana, o Ibama emitiu a licença de instalação para o segundo circuito do Linhão do Madeira, com 2.420 quilômetros de extensão entre Porto Velho (RO) e Araraquara (SP), que irá cortar 85 municípios e cinco estados (Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo).
Entre as medidas adotadas para minimizar o impacto ambiental na implementação do linhão, está a redução em 14,3% da área de floresta a ser suprimida para viabilizar o empreendimento, resultado no corte de 531 hectares. O escoamento da energia das usinas do Madeira envolve essa linha de transmissão e outra com extensão de 2.380 km em corrente contínua, de 600 kV (Lotes D e G).
Segundo o Ibama, elas partirão de duas estações retificadoras de corrente alternada para corrente contínua, instaladas na subestação coletora de Porto Velho/RO (Lotes C e F), seguindo paralelamente até as duas estações inversoras de corrente contínua para corrente alternada na subestação coletora Araraquara 2 (Lotes C e F).
Completam o circuito de interligação das hidrelétricas do rio Madeira, a LT Cuiabá – Ribeirãozinho – Rio Verde, com extensão de 606 km (Lote B), as LTs Araraquara 2 – Araraquara Furnas e Araraquara 2 – Araraquara CTEEP (Lote E), além da LT coletora Porto Velho – Porto Velho em circuito duplo (lote A), que já está em operação conectando a UHE Santo Antônio ao Sistema Interligado Nacional. O investimento total para a construção de todas as linhas e subestações está estimado em R$ 7,2 bilhões.
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