Da Agência Ambiente Energia - Depois de nove anos, o governo do Paraná voltou a conceder licenças para instalação de pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Na quarta-feira, dia 11 de janeiro, o governador Beto Richa entregou licenças prévias e de instação para nove usinas, que somam potência instalada de 82,2 MW, e investimento estimado em R$ 450 milhões. Os novos investimentos serão instalados nos municípios de Doutor Ulysses, Cerro Azul, Nova Cantu, Laranjal, Altamira do Paraná, Mato Rico, Palmital, Roncador, Prudentópolis, Turvo, Guarapuava, Clevelândia e Santa Fé.
“Investimentos em energia elétrica são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Estado, com resultados positivos a partir de oportunidades de empregos, geração de renda e riquezas”, disse o governador. No início de 2011, Richa determinou ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a retomada das análises dos pedidos de licenciamentos ambiental e de construção. De acordo com o órgão, 114 pedidos aguardam para serem analisados.
As nove licenças ambientais prévias, concedidas após o estudo de viabilidade do projeto, são para pequenas centrais hidrelétricas que serão construídas nas bacias hidrográficas: Ribeira (rio Turvo – PCH das Almas, PCH Ribeirão Bonito, PCH Cachoeira Brava); Piquiri (rio Cantu – PCH Cantu 1, 2 e 3); Ivaí (rio Marrecas – PCH Confluência); Paraná (rio das Pedras – CGH Enxadrista e no rio São Francisco – CGH São Francisco de Sales).
MEIO AMBIENTE – Atualmente estão instaladas no Paraná 30 pequenas usinas. Para o secretário do Meio Ambiente, Jonel Iurk, a questão de energia é vital para o desenvolvimento e bem estar de toda população. “A geração de energia tem um potencial muito grande a ser utilizado dentro de critérios ambientais. Portanto, a retomada das licenças ambientais significa oportunidade de desenvolvimento industrial e até a melhoria da qualidade ambiental”, afirmou.
O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Morsato, afirmou que essa modalidade de produção de energia é limpa e promove mínimos impactos ambientais. “Todos os aspectos envolvidos para a construção dos empreendimentos foram analisados pelo IAP para ser implantado de forma ambientalmente corretos”, disse.
Cada pequena central hidrelétrica assume o compromisso com o IAP de reflorestar a área utilizada para a obra. De acordo com o instituto, para a edificação dos dez novos empreendimentos será desmatada uma área de 658 hectares e reflorestados 1.430 hectares. O empreendedor também se compromete a preservar as Áreas de Proteção Permanente (APP) próximas as PCH´s, preservando a fauna e flora local.




