Da Agência Ambiente Energia - A biomassa de madeira responde atualmente por 8,7% da matriz energética mundial e 13,9% da brasileira. A oferta de biomassa florestal se dá por resíduos (florestais, industriais ou urbanos) ou plantações de florestas energéticas.
Os resíduos florestais e industriais são a maior oportunidade no curto prazo, enquanto a oferta oriunda de plantações de finalidade exclusivamente energética ainda é incipiente e está restrita a alguns países, mas tem grande potencial de desenvolvimento no longo prazo, em especial no Brasil.
A peletização diminui o teor de umidade da madeira e aumenta sua densidade, ampliando as possibilidades de comércio internacional, em face das diminuições do custo relativo do frete, de forma que o pellet de madeira é hoje a biomassa sólida para fins energéticos mais negociada no mundo.
O maior desenvolvimento desse mercado está intrinsecamenterelacionado a possíveis adoções de metas de redução de emissão de CO2 por países desenvolvidos e em desenvolvimento e deve ser impulsionado no futuro por meio do desenvolvimento de tecnologias relacionadas a gaseificação, biorrefinarias e segunda geração de biocombustíveis.
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maio 15th, 2011 at 13:25
Gostaria de informar a vocês que a demanda por biomassa florestal no Brasil não é atendida somente por resíduos florestais e plantações de florestas energéticas. Aqui no Nordeste, por exemplo, os 25 milhões de metros de lenha consumidos anualmente nos setores industrial e comercial da região vêm da vegetação nativa, a Caatinga. Obviamente, a maior parte desse volume é oriundo de desmatamento ilegal. Porém, nós, do MMA/Serviço Florestal Brasileiro, estamos fomentando o manejo florestal sustentável, principalmente junto aos agricultores familiares do semiárido.
maio 26th, 2011 at 11:49
Florestas energéticas: uma boa alternativa
maio 29th, 2011 at 13:31
Senhores,
Complementando as informações do Newton Barcellos temos a dizer que uma Empresa do setor de mineração, no Estado do Ceará, esta reflorestando e recuperando áreas degradadas pela atividade de mineração com uma espécie nativa da Caatinga: a Jurema Preta (Mimosa tenuiflora). Esta empresa pretende chegar a uma área reflorestada de 10 mil hectares com a Jurema Preta, cuja madeira será utilizada no processo de calcinação (energia térmica) do minério de Calcário. Garantindo assim a sustentabilidade no fornecimento de lenha, bem como a revegetação das áreas mineradas. Mesmo que com o objetivo de produzir a lenha o reflorestamento garante a revegetação das áreas mineradas e sempre que colhidas a rebrota será conduzida e, quando a produtividade estiver comprometida a área será totalmente reformada (novo reflorestamento).