Por Carlos Faria* - A tecnologia do aquecimento solar no Brasil vem apresentando sinais de vigor e crescimento nos últimos anos. Conforme os números apresentados pelo Departamento de Aquecimento Solar (Dasol) da Abrava, foram produzidos no ano de 2010, 967 mil metros quadrados de coletores solares, o maior volume anual já registrado.
Em relação ao ano de 2009, o crescimento foi de 21,1%, superando as expectativas dos empresários. Segundo o Dasol, inicialmente, 45% das empresas esperavam crescimento entre 10% e 20%, mas a pesquisa revelou que para 70% das empresas esse crescimento ultrapassou os 20%. E para 2011, a maioria dos fabricantes espera um novo crescimento de até 20%.
Regionalmente, o mercado do Sudeste ainda prevalece no Brasil e de acordo com as pesquisas do Dasol, as vendas de sistemas de aquecimento solar na região representaram 75,7% do total comercializado. Outros destaques foram as regiões Sul e Centro-Oeste, respectivamente, com 10,5% e 9,23% do volume de vendas.
Em números absolutos, o Brasil já conta com uma área de coletores solares de 6,24 milhões de metros quadrados, o que representa um índice de 32,5 m² para cada 1.000 habitantes e uma penetração em menos de 2% dos lares brasileiros, mas há ainda muito a se fazer para que o país chegue em índices como os da região da Upper Áustria, onde há 70o m² para cada 1.000 habitantes ou o Chipre, onde 90% das casas têm sua água quente suprida pelo Sol.
Segundo o REN21, o Relatório Global de Energia Renováveis de 2010, o Brasil já é o quarto maior mercado absoluto de aquecedores solares do mundo, ficando atrás da China, Turquia e Alemanha. A título de comparação, segundo as estatísticas publicadas pela Associação da Indústria Solar Alemã (BSW-Solar), foram instaladas em 2010, 1,15 milhões de metros quadrados de coletores solares na Alemanha, sendo que quase 50% das novas instalações foram sistemas combinados para aquecimento de água e calefação.
Com isto, o país acumula uma área de coletores de 14 milhões de metros quadrados. Segundo o GreenTech Report da China de 2009, o país atingiria a incrível marca de 150 milhões de metros quadrados de coletores acumulados ao final de 2010.
O horizonte para a tecnologia de aquecimento solar é promissor no Brasil: o anúncio da possível obrigatoriedade do aquecimento solar em todas as habitações construídas no Programa Minha Casa, Minha Vida, a grande importância da tecnologia para a obtenção de uma classificação A no programa de etiquetagem do Inmetro para edificações comerciais e residenciais e sua ampla implantação nas edificações da Copa do Mundo e Olimpíadas sugerem que a cultura solar no país começa a prevalecer.
* Carlos Faria é diretor do Studio Equinócio, consultor na área de aquecimento solar e colunista do Portal Ambiente Energia





março 26th, 2011 at 15:35
Prezados Srs.
Seria de suma importância fazer um esforço junto ao Congresso Nacional no sentido de incluir na legislação que rege o programa "Minha Casa Minha Vida" a obrigatoriedade de constar no projeto arquitetônico da residência o sistema de aquecimento solar da agua, o mesmo pode ser dito com referência aos programas estaduais de construção de residências populares como o CDHU em S. Paulo ,junto aos legislativos estaduais.
Parabéns pelo trabalho desenvolvido
Um abraço
André Vergely Fraga
março 28th, 2011 at 9:19
Concordo Plenamente com o André,
E vou além, deveria ser obrigatório o reaproveitamento da água das chuvas também.
Os investimentos com Energia Solar ou qualquer método de reaproveitamento executados dutante a obra são muito irrelevantes e estes gastos são os únicos que geram retorno financeito em uma casa.
Ótima colocação.
Bruno Augusto
Diretor Comercial
eco'Gênesis Soluções e Inovações em Energia