Por Sabrina Craide, da Agência Brasil - A Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA), se tivesse entrado em operação em 1986, como estava previsto nos estudos iniciais do projeto, que começaram na década de 70, poderia ter gerado em 20 anos mais de 400 terawatts-hora, energia suficiente para suprir toda a necessidade de consumo do país por um ano. O cálculo é do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner.
Hübner falou, na semana passada, sobre o projeto de Belo Monte em reunião do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e criticou o argumento de entidades que são contrárias a construção da usina. “Quando se faz uma usina hídrica, é como se tivesse fazendo um crime ambiental absurdo, mas quando faz usina térmica a óleo ninguém se manifesta”.
O diretor da Aneel também argumentou que para gerar com fontes eólicas os mesmos 11,2 mil megawatts que serão produzidos por Belo Monte, seria necessário construir 5,5 mil aerogeradores de 2 mil quilowatts de potência. Segundo ele, isso daria um custo extra de R$ 63 bilhões.
Ele ressaltou também que, desde que começou a se pensar na construção da usina foram feitas diversas melhorias no projeto, como redução pela metade do tamanho do reservatório e eliminação de usinas que estavam previstas para serem construídas na Bacia do Rio Xingu. Hübner também garantiu que, com o projeto atual, a usina não modifica em nada a situação da população indígena da região.
O diretor da Aneel defendeu que o consórcio Norte Energia, responsável pela construção de Belo Monte, faça ações preventivas para evitar protestos de trabalhadores, como ocorreu na Usina Jirau, no Rio Madeira (RO). “Todos os empreendedores têm que ter cuidados em relação a questões trabalhistas, mas de maneira geral isso é feito. Eu visitei Santo Antônio e Jirau e as condições de trabalho me pareceram muito boas, mas não sabemos o que está acontecendo no dia a dia”.
Hübner disse que no próximo mês Belo Monte deverá ter a licença de instalação para início das obras. As operações da usina devem começar em dezembro de 2015. A usina será a maior hidrelétrica totalmente brasileira (levando em conta que a Usina de Itaipu é binacional) e a terceira maior do mundo. A usina terá capacidade instalada de 11,2 mil megawatts de potência e reservatório com área de 516 quilômetros quadrados.
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março 28th, 2011 at 9:15
Para o senhor Nelson Huebner montar uma hidreletrica no centro do Amazonas nao e' crime ambiental!Mas E'. Se vivemos ate' agora ,20 anos,sem os 400 terawatts-hora a que o senhor se refere poderemos achar solucoes mais praticas sem afetar o meio ambiente.As energias limpas estao ai aos olhos de todo o mundo.Mas os interesses comerciais falam mais alto. Um custo extra de 63 bilhoes de Reais para instalar 5,500 aerogeradores seria o custo de preservar a Floresta Amazonica.Nao vale a pena para o senhor?
Ale'm do mais o governo quer construir 4 usinas atomicas no Nordeste,sem falar da ampliacao de Angra dos Reis ja' em andamento. O que esta' acontecendo ? Estamos diante de uma mafia atomica e energetica?
março 30th, 2011 at 7:55
Se a Usina de Belo Monte tivesse sido contruída na década de 80, hoje essa parte da amazonia não existiria mais. Fato que aconteceu com a implantação dos grandes projetos na Amazonia, tal como a exploração de manganês em Serra do Navio no Amapá, que hoje so resta as grandes crateras abandonadas. A contrução da Belo Monte não vai cometer apenas um crime ambiental, sim um desastre ambiental e social, comunidades locais de indígenas, camponese e ribeirinhos vão ser expulsa dessa região, sem falar na extinção de espécie da fauna e da flora que está em jogo. E com certeza a energia gerada nem sequer vai beneficiar os municípios próximo.
abril 12th, 2011 at 2:05
Nossa quantos comentários absurdos, Primeiro 63 bilhões e muito dinheiro para ser investido em energia eólica, com certeza esse dinheiro vai para no bolso de algum capitalista americano que patrocina essas Ongs, Com esse dinheiro dava para fazer 3 belo montes no mínimo, Quero ver se os ambientalistas vão pagar essa conta, Pois e fácil falar quando o dinheiro não sai do seu bolso, Eu não vou pagar esse absurdo para Ongs de países que acabaram com sua flora vir dar ideia na nossa Amazônia, Afinal ela não pertence as ambientalistas ou a governos internacionais e sim a o Povo Brasileiro que deve decidir o que fazer com ela, Nem que o povo decida queima La de uma ponta a outra. Mas se algum país quiser pagar essa conta para que a Amazônia seja preservada que fique a vontade, Iremos para a energia Eólica, Vcs e que sabem. Tem algum país se prontificando? Algum ambientalista tem 63 bilhões de dólares?