Por Marilia Bugalho Pioli* - Processos judiciais e reclamações quanto aos impactos ambientais provocados pela energia eólica levanta a polêmica: afinal, este tipo de energia é a favor ou contra o meio ambiente?
Em tempos de preocupação com o meio ambiente – que em verdade é muito mais um caso de sobrevivência do que mera consciência ecológica – as questões de desenvolvimento sustentável e de matriz energética renovável ganha destaque mundial.
O Brasil, que já foi apontado por um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente como maior mercado mundial de energia renovável – apresenta-se como grande expoente no mercado de energias renováveis, tendo atraído a atenção de investidores estrangeiros e encontrado respaldo governamental por meio da realização de leilões em que se comercializa energia oriunda de fontes renováveis, a exemplo das eólicas, da biomassa e das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas).
A grande estrela das fontes renováveis no Brasil tem sido inquestionavelmente a energia eólica. Nos dois leilões realizados em agosto de 2010 (leilão de energia de reserva e leilão de fontes renováveis), 70% da energia negociada provém dos ventos. Uma das grandes vantagens alardeadas da energia eólica – e são muitas – é o fato de ser uma fonte eminentemente limpa e “semp impacto” ao meio ambiente.
Contudo, já começam a circular notícias de problemas advindos dos impactos ambientais provocados pela energia eólica. Mas, afinal… a energia eólica causa ou não impacto ambiental?
Recentemente estão circulandno notícias, principalmente pela internet, de ações judiciais e queixas sobre poluição sonora e visual, sobre desvalorização imobiliária das propriedades vizinhas dos gigantes cataventos, alteração nos componentes geoambientais (água, solo, morfologia, topografia e paisagem), alteração dos fluxos das marés e até alegações mais extremas como a que atribui aos sons e vibrações dos aerogeradores impactos fisiológicos como taquicardia, náuseas e visão turva.
O objetivo aqui não é analisar a veracidade ou não de tão drásticas alegações (até mesmo porque para isso são necessários dados técnicos e científicos válidos, até agora inexistentes), mas alertar para os extremismos das expressões e afirmações. A energia eólica causa impacto ambiental? Sim, causa, como eu causo, você causa, os animais causam, toda a humanidade e a modernidade causam (com certeza o meio ambiente era muito melhor quando os portugueses aproximaram suas naus da costa brasileira). Viver causa impacto ambiental. Enfim, tudo causa impacto ambiental. Portanto, condenar a energia eólica por causar impacto ambiental é condenar tudo o mais que existe no mundo.
Este outro extremo, por sua vez, não pode servir de muleta para justificar qualquer medida ou implantação de “parques de vento”. Não é porque tudo causa impacto ambiental que se vai concluir que qualquer medida ou implantação é justificada porque, afinal, não há nada que se possa fazer quanto a isso. Os extremos são sempre muito perigosos.
Em vez de erguerem-se bandeiras antiventos e alçarem-se vozes contrárias à instalação de parques eólicos, há que se exigir o estabelecimento de critérios técnicos que conduzam a diligências eficazes e conscientes para diminuir os inevitáveis impactos sobre o meio ambiente.
O Brasil padece de um marco regulatório padrão para os cada vez mais difundidos parques eólicos em nosso território. Por mais falha que seja a legislação brasileira para o setor, nesta área as normas ambientais são as mais abundantes. Falta, contudo, uma padronização para estabelecer uma criteriosidade e garantir a mitigação dos impactos ambientais.
A Constituição Federal de 1988 foi a primeira das constituições brasileiras a abordar o meio ambiente, tendo-lhe sido dedicado um capítulo exclusivo. A proteção ambiental foi descentralizada, o que significa que todos os entes federativos (União, Estados, Municípios e Distrito Federal) têm competência, dentro dos limites constitucionais, para tratar de matéria ambiental, não havendo subordinação de uns em relação aos outros. Por isso, não se pode obrigar que um Estado aja ou atue como outro.
No entanto, essa independência federativa não pode resultar em situações tão díspares quanto as que se apresentam hoje. O que é preciso para obter a licença? Depende de qual Estado irá albergar o parque eólico! Essa situação sai do campo da autonomia federativa para tornar-se um problema na media em que critérios são impeditivos de concessão em determinados Estados e permissivos em outro. Por certo que as características de cada local devem ser consideradas e importam consideravelmente na análise que conduzirá à concessão ou não da licença, mas o que se tem hoje é um grande disparidade de exigências.
Assim, por exemplo, é exigência de EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e seu consequente RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) ao invés de RAS (Relatório Ambiental Simplificado) para a concessão das indispensáveis licenças ambientais para as instalações dos parques. Pelo país há órgãos ambientais que exigem o EIA e o RIMA ao passo que outros se contentam com o RAS. Será suficiente?
A exemplo de outras “modernidades” que foram criando e dominando os espaços urbanos, diante da necessidade de aumento do fornecimento de energia e da utilização de alternativa à eletricidade dos combustíveis fósseis, o alastramento de parques eólicos parece inevitável. Estudo do Conselho Mundial de Energia Eólica (GWEC), já amplamente divulgado, aponta que a energia eólica deverá atender 12% da demanda elétrica mundial em 2020, podendo chegar a 22% em 2030.
Por esse mesmo estudo, em 20 anos estima-se que serão gerados três milhões de empregos diretos e indiretos ligados à energia eólica (atualmente são 600 mil trabalhadores). O meio ambiente, por sua vez, será beneficiado na próxima década com 1,5 bilhão de toneladas anuais de dióxido de carbono que deixará de ser lançado na atmosfera.
A tendência de ampliação de aerogeradores espalhados pelo mundo, e em especial no Brasil, revela-se também pela ampliação da competitividade da “indústria eólica” na medida em que essa indústria já vem se desenvolvendo, tanto no aspecto tecnológico quanto no econômico. A energia eólica, que até há poucos anos era proclamada como proibitivamente cara, no último leilão já alcançou patamares inferiores aos preços das PCHs. No leilão de 2009 o preço médio de venda ficou em R$ 148,39/MWh, ao passo que o de 2010 caiu para R$ 130,865/MWh.
Todos esses fatores indicam a inevitabilidade do desenvolvimento do setor, sendo também inevitável a discussão e as providências quanto aos impactos ambientais. Pregar que a energia eólica não causa impacto ambiental é afirmação extema e ingênua, da mesma forma que é exacerbado atribuir-lhe impactos da monta como já vem sendo noticiado em casos narrados pela imprensa.
A evolução e a modernidade exigem sacrifícios – quem não recorda do Salto de Sete Quedas no Rio Paraná, a maior cachoeira do mundo em volume de água, que desapareceu para dar lugar à Usina de Itaipu? – e o impacto ambiental sempre existirá. Esse fato, por óbvio, não é uma apologia à destruição ou ao descaso com a natureza, nas tão-somente um alerta para que as questões ambientais sejam tratadas com o critério que exige, sem excessos para que não se chegue ao extremo de impedir o progresso ou de comprometer o meio ambiente.
Tags: Energia Eólica





novembro 4th, 2010 at 8:01
Gostei muito do artigo. Faço mestrado de Engenharia Ambiental. Minha tese é sobre impactos ambientais da energia eólica. Quem tiver artigos Bibliografias, livros, teses, cases, sobre o tema, agradeço muito!
novembro 22nd, 2010 at 7:36
Parabéns pela reportagem Marilia. Muito esclarecedora. É importante e essencial questionar os impactos das eólicas para que novas tecnologias nos equipamentos dessa fonte de energia inteligente sejam também priorizadas.
No entanto, gostaria apenas de relembrar aos leitores as verdadeiras proporções do que realmente pode ser chamado de impacto, ao contrário de algumas centenas de insatisfeitos que possam surgir nas proximidades do geradores eólicos.
Dentre os inúmeros impactos da grandes hidrelétrica, a principal fonte de energia elétrica do país, cito a desapropriação de 1.000.000 de brasileiros, muitos dos quais não viram sequer a cor da indenizações. Outro Impacto severo em dezenas de grandes rios como o Grande, o Paranaiba e o Iguaçu foi a extinção em massa. Nesses locais, únicos no mundo, 70% de espécies de peixes foram completamente extintas (conhecidas como os grandes migradores e de valor econômico).
Nesse cenário devastador os impactos das Eólicas ainda são, na visão mais pessimista, irrelevantes e passíveis de superação com novas tecnologia. Essa condição infelizmente não funciona para situações como as grandes barragens ou o bioetanol.
maio 16th, 2011 at 11:36
Marilia, Interessante suas colocações, em especial o destaque para a progressiva viabilização econômica dos parques eólicos. Quanto aos impactos, se você se aproximar de uma Torre Eólica de parques brasileiros, verá que o ruído das máquinas aqui instaladas é realmente insignificante. A questão dos ruídos se aplica aos equipamentos “primitivos” da Europa, onde remanesce uma legislação estabelecendo 450m de distância de qualquer povoação, para baixar o ruído a 35 decibéis. Também não se constata perda de virilidade nos touros das boiadas que pastam sob os grandes geradores de Osório – os que se dizia poderiam afetar os neurônios pela estática produzida. Feios? Em Palmas, no Paraná, são motivo de visitação turística. Mesmo na Europa – em Portugal, que conheço, não são indesejados. Os maiores impactos acontecem no chão: onde há que se abrir estradas de acesso para implantar e manter as torres. Os locais com melhores ventos situam-se em morros, várzeas litorâneas e dunas, áreas com sensibilidades ambientais que podem impor EIA em vez de RAS.
julho 1st, 2011 at 15:24
Arnaldo, numa região da Alemanha os imóveis se desvalorizaram 50% por causa do ruído.
Quero destacar o parágrafo
: O objetivo aqui não é analisar a veracidade ou não de tão drásticas alegações (até mesmo porque para isso são necessários dados técnicos e científicos válidos, até agora inexistentes), mas alertar para os extremismos das expressões e afirmações.
Como diz o ditado popular: pimenta no olho dos outros é refresco. Não há qualquer preocupação de avaliar se as críticas às hidrelétricas e nucleares são extremas ou não.
Parem de tratar eólicas como uma religião!
agosto 23rd, 2011 at 21:37
Muito bom o artigo. Pena que concluiu com uma colocação infeliz…. O impacto ambiental gerado pela destruição das Sete Quedas é inaceitável!!! Local de beleza cênica, patrimônio do povo brasileiro e local de alta biodiversidade. Aliás, num país tão propenso ao uso da energia eólica é inadmissível que se construam mais hidrelétricas!!!
outubro 6th, 2011 at 10:56
É muito fácil hoje, 30 anos depois do projeto e construção de Itaipu, dizer que é "inaceitável". Inaceitável devia ser alguém vir aqui e criticar o planejamento do crescimento brasileiro naquela época, utilizando-se dos melhores recursos tecnológicos daquela época. Garanto que hoje o Brasil seria bem pior se essa acertada decisão não tivesse sido feita naquele momento, apenas por causa da "beleza cênica". Ou a leitora acredita piamente que isso não fora levado em consideração ao se decidir pela construção de uma importantíssima hidrelétrica no local?
Aliás, chamar de "inadmissível" a construção de hidrelétricas por causa do atual advento das eólicas é, no mínimo, desconhecimento do assunto de como melhor aproveitar os recursos naturais existente, além disso, de como a variabilidade eólica pode afetar o SEU consumo diário.
Felizmente, nossos planejadores sabem que hidrelétricas são necessárias. Devíamos sempre agradecer por termos a possibilidade de ter essa a principal forma de geração de energia no Brasil.
Como já dizia Raul Seixas, "quem não tem visão, bate a cara contra o muro"!!!!
outubro 14th, 2011 at 0:10
Parece que andaram bloqueando o meu e-mail, porque não me lembro de ter recebido mensagens informando os comentários de Priscila e Douglas. Sou biólogo, tinha 24 anos quando encheram Itaipu e 26 quando concluíram Tucuruí. Na época também me posicionei contrário às duas usinas. Quis o destino que eu fosse trabalhar justamente para o setor elétrico, e aí aprendi que as duas geravam quase 30% de toda a energia do país. Vejam a informação mais atualizada:
A capacidade instalada dos empreendimentos de geração em operação no país alcançou 114,22 mil megawatts (MW) no primeiro semestre de 2011, de acordo com dados do Banco de Informações da Geração (BIG) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Sabem quantas usinas geradoras – considerando todas as fontes – existem no país? 3.300. Itaipu e Tucuruí, juntas, somam 21.400 MW, ou 18% desse total!
Graças às duas usinas a medicina brasileira evoluiu, a ciência brasileira progrediu; graças às duas usinas foi possível usar o metrô de São Paulo e Rio de Janeiro, e evitar a emissão de milhões de toneladas de carbono na atmosfera. Graças às duas usinas tivemos as mais puras matrizes energética do planeta.
Concordo totalmente com o Douglas: as hidrelétricas são necessárias e ainda o serão por décadas. E digo mais, a única fonte alternativa admissível é a nuclear. Digo isso há anos, e agora tenho uma referência, apesar de antecedê-lo nessa posição: James Lovelock.
dezembro 12th, 2011 at 9:00
Só o começo da reportagem ja me desanimou de ler o artigo inteiro.
Queria saber quais são as qualificações dessa jornalista pra poder opinar sobre o assunto! Alem de escrever muito mal, mostra a total falta de informação do assunto.
Parece que os brasileiros ADORAM reclamar.
Quer fazer Belo Monte não pode por causa dos índios, eólica também não pode por causa de desvalorização imobiliária, solar ainda é cara e ineficiente, carvão polui e nuclear é perigosa, nos resta o que????????
TODA E QUALQUER TIPO DE ENERGIA GERA IMPACTOS! Não existe nenhum tipo que tenha só vantagens.
eólica é o futuro!!!!
dezembro 21st, 2011 at 9:28
aqui no RS, a maior parque eolico da america latina, esta situado numa area longe do centro urbano, numa area de pasto e mata rasteira!
ninguem vomitou por isso, nem ficou tonto, nem esteril, esta distante quase 10 km do mar, nao atingindo marés e , ciclos de chuvas e ventos….
é motivo de visitação, quase nao se escuta o ruído…
sei la, mas acho que tem dados incorretos
janeiro 15th, 2012 at 18:17
Acredito, que esse pessoal ai acima que postaram o seu comentário estão equivocados com a tecnologia, e estão esquecendo da natureza de nosso planeta terra. Pessoal tudo que é construido pelo homem traz prejuizo para o planeta. O melhor seria viver sem construir essas fonte de energias! Destruidoras!
fevereiro 14th, 2012 at 18:24
Parabéns pela Reportagem. PALMAS_PR foi a primeira cidade no Brasil a ter investimentos em energia eólica. Há tantos investimentos de multinacional em nosso País, na área de geração de energia eólica. Que até agora, não chegou nenhuma empresa do ramo, negociando para se instalar aqui. O nosso clima é uma das melhores do Brasil, ventos fortes, sempre tem. Será que está faltando divulgação para investidores de nossa potencialidade.
fevereiro 27th, 2012 at 0:08
gostei muito obrigada :D, era oqe eu precisava :D.
fevereiro 27th, 2012 at 10:12
"peagá", citando seu comentário: "a maior parque eolico da america latina, esta situado numa area longe do centro urbano, numa area de pasto e mata rasteira!" : não tem dados incorretos, você mesmo citou um ponto inportante, a característica do local de instalação dos aerogeradores. Isto faz muita diferença!!!! Instalar as gigantes torres em pastos e locais de mata rasteira já antropizados não é o mesmo que locais se serra, sem pasto, com mata nativa, poucas nascentes de super sensíveis ao desmatamento por se tratar de uma região semiárida!!! os impactos diretor aos seres humanos realmente precisam ser medidos, mas os impactos à vegetação são perfeitamente visíveis.
fevereiro 27th, 2012 at 10:16
Arnaldo, a questão é exatamente esta sua frase: "Os locais com melhores ventos situam-se em morros, várzeas litorâneas e dunas, áreas com sensibilidades ambientais que podem impor EIA em vez de RAS." Este ponto é que as autoridades licenciadoras não querem entender para modificar as regras.
fevereiro 27th, 2012 at 14:35
Existem fontes de energia melhores como a biomassa e a solar,existem outras alternativas como conciliar as fontes de energia renovaveis,por mais cara que possa parecer de inicio a biomassa feita de forma correta é a melhor,por ser a resposta para dois grandes problemas a energia e o lixão,a energia se resolve com construção de casas autosustentavel ou seja com energia solar,eolica,reaproveitando o uso da agua…a biomassa transforma o lixo em energia,e o que não é aproveitado é reciclado,vamos parar de encher nossas cidades com esses aerogeradores feios que parece uma praga em todo lugar,vamos ter bom senso,somos ricos em fontes renovaveis de energia,o Brasil é um País abençoado por Deus e com inteligência,visão,respeitando as pessoas e o meio ambiente chegaremos ao desenvolvimento realmente sustentavel,com bases solidas construindo um Brasil e um povo autosustentavel,isso é possivel.
março 7th, 2012 at 11:06
A questão é uma só!
A população mundial crescendo e o consumo de energia aumentando exponencialmente. Devemos lembrar que não podemos depender apenas de fontes de energias alternativas, onde não se pode armazenar em forma elétrica, química ou mecânica, ou se obtém um alto custo de armazenamento ou manutenção, e duvido muito que a população está disposta a pagar.
Sou Engenheiro Ambiental, e tenho a cabeça aberta a novas tecnologias, e creio que o que acontece muito é que as pessoas ou são de direita ou esquerda, 8 ou 80.
Sejam mais maleáveis e analisem antes de falar… O que da certo em um lugar talvez seja inviável em outro local. Analisemos melhor o que dizemos.. A questão ambiental está dificil simplismente pelos extremistas linguarudos .
Fica registrado aqui meu protesto
março 28th, 2012 at 14:04
Apesar de ter escrito algumas palavras erradas, errar é humano né? O conteúdo do texto é ótimo, você fez uma redação completamente ideal ao assunto com argumentos e contra-argumentos. Obrigado pelo texto.
março 29th, 2012 at 19:11
Pessoal, nao sou expert em energia, mas sou um brasileiro muito preocupado e interessado pelo assunto de sustentabilidade. De tudo que tenho lido ultimamente, gostaria de citar dois grandes pensadores, Lester Brown e Fritjof Capra, ambos estao praticamente "abandonaram" o termo sustentabilidade, segundo eles, virou um termo um tao "modismo" e muito "generalista" e na opiniao deles parece que os esforcos estao ocorrendo sim, mas de forma dispersa, ate mesmo em razao de como esta a termologia.
Eles estao adotando algo mais claro, objetivo e preocupante do tipo: "Sobrevivencia das Civilizacoes", estamos numa situacao GLOBAL que as questoes principalmente ambientais estao "insustentaveis" ate pelo crescimento populacional e pela lentidao na tomada de decisao e acoes efetivas…
Resumindo, o que eu gostaria de deixar aqui, como leigo mesmo, eh que nao ha hoje no momento mais uma decisao "unilateral" ou "individualista", tudo que as nacoes precisam fazer agora eh pensando no TODO, parece utopia, respeito os menos otimistas, nao sei se conseguiremos devido as varias barreiras culturais e economicas entre os povos, MAS o fato eh de SOBREVIVENCIA enquanto nos estivermos alinhados em relacao a esta real gravidade, continuaremos a patinar ou ficaremos um "alfinetando" o outro aqui e qualquer outro forum…Temos que juntar nossos pensamentos criticos, nossas redes sociais, nosso tempo disponivel, para focarmos em comentarios propositivos, independentemente se a favor ou contra ou intermediario, tem que ser algo construtivo, propositivo…
Finalmente, adotarmos posturas MENOS simplistas/duais para uma abordagem mais holistica/sistematica, no caso desta discussao aqui por exemplo, cabe mais pensarmos em "diversificar a adocao das fontes de energia renovaveis" aproveitando a particularidade de cada regiao do nosso pais em relacao as caracteristicas requeridas pelas novas fontes.
Outro ponto agora mais especifico, eh sim, de termos legistacoes, criterios mais detalhados para todos os tipos de adocoes das novas tecnologias ou alternativas, ate por conta de gerenciamento de riscos e novas oportunidades ou mesmo de munir futuros investidores de todos estes pontos criteriosos e ate servir para caso de licitacoes por exemplo…se nao souber dos riscos e impactos fica complicado selecionar qual seria a parceria mais viavel para uma empreitada como esta…
Identificar e quantificar os impactos de todas estas fontes alternativas em relacao aos seus beneficios (pensando aqui nas tres esferas: social, economico e ambiental) na minha visa eh fundamental ponto para nos no momento, pois o resto, investimentos, tecnologias sao consequencia…
Enfim, nao sou tecnico, mas tento pelo menos passar a mensagem para sermos mais assertivos com os demais colegas aqui, comecei faz pouco tempo escrever e ler e adoro adquirir conhecimento quando um ou outro se prontifica em argumentar de forma madura, profissional, tecnica mas acessivel e principalmente educada, diplomata com os demais…Vamos comecar do comeco, vamos ser civis? Que tal? Abracos, Fabio Loyola (psicoloyola@hotmail.com)
abril 1st, 2012 at 21:51
Perfeita sua matéria. Somente com dados técnicos pode-se verificar qual forma é menos prejudicial. O desenvolvimento deve caminhar junto a proteção ambiental, é e sempre foi inexorável. O homem "deixou" de perceber isso por conta do vil metal.
abril 7th, 2012 at 8:14
A física já explica desde o ensino primário"dois corpos não preenchem o mesmo espaço" portanto, alguma coisa tem que ser extraída e neste espaço (plantações;vias carroçáveis;dunas;etc…).tem que ser preenchido de alguma forma p/implantação das torres eólicas lembrando que envolvem movimentações de terras(fui técnico no parque eólico de MATARACA PB) . Então há impactos sim, em maior ou menor intensidade,sendo que um bom projeto irá contribuir de forma menos invasiva no ambiente à ser trabalhado
abril 10th, 2012 at 15:50
Acredito no bom senso,ás vezes precisamos causar polêmica,provocar para que aconteça ações reais e concretas,a RIO+20 é um meio,assim como á copa,o que vêm depois é o que importa,trocar idéias é de fundamental importância,enriquece o assunto,porque precisamos reavaliar modelos pré-definidos e colocar em prática o que é possível,á baixo,sou idealista sim acredito que a união de esforços de atitudes fazem á diferença,existem bons exemplos á serem seguidos,precisa de muito estudo,pesquisas,interesse,incentivos,visão á longo prazo,bom senso,respeito ao meio ambiente,ajustes de leis,de condutas,de se envolver ativamente,participar,sem á participação organizada em massa da sociedade civil é impossível ter uma mudança efetiva,é preciso mudar e quebrar barreiras,ter um novo olhar e mobilizar seu amigo,mais informação,educação ambiental em todas as escolas do mundo,consciência se cria,se molda,se conquista,cada dia,com exemplos,com o respeito á nós mesmos,sermos responsáveis por nosso lixo,cuidar,plantar,regar,cada um faz sua parte,uns podem mais outros menos,mais cada um contribuindo,união,mobilização e sensibilização,operam milagres,sou sonhadora sou,o que é do homem seu o sonho,á esperança.sem á fé ,eu acredito e procuro,fazer minha parte da melhor maneira,tente,para de reclamar e coloque sua mão e seja gentil,ação gera reação é fato,respeito e responsabilidade,todos somos responsáveis pelo que acontece,é preciso sair desse comodismo e acordar pra vida,enquanto é tempo,muito precisa ser feito e nem chuva caí fácil do céu,pensem nisso e participe ativamente,se informe,procure adquirir conhecimento e abrir sua mente,atitudes positivas,concretas e efetivas,boa vontade e coragem,é muito,faça sua parte.
abril 10th, 2012 at 16:04
Nem tudo á física explica,ciências exatas,quando tudo é tão incerto e relativo,existem coisas que ninguém explica,só sentimos ou não depende da capacidade de cada um,quem quer muda,amplia seus horizontes,procura alternativas,na crise cria oportunidades,mas,com respeito e responsabilidade,os impactos vão muito mais além do que existe no papel,existem pessoas e nada justifica destruição de APPS,APAS,NADA,paga,compensa,ou refaz,tudo no projeto é lindo,mas,existe áreas adequadas e de real baixo impacto,áreas que merecem ser preservadas,precisam ser intocáveis,preservadas e recuperadas,quando possível,é preciso leis bem definidas e regulamentadas,nenhuma exceção á regra,é preciso rever tudo que já foi feito e reavaliar,projetos,contas,idéias,é preciso ver todas as partes,conciliar desenvolvimento e preservação é uma luta árdua que exige união de esforços,conciliação,respeito,união,paz,vale á pena tentar,fazer seu melhor,ter calma,controle e equilíbrio,para resolver cada questão,agilidade,ânimo,decisão.
abril 14th, 2012 at 23:59
Gostaria de poder além do texto, muito elucidador ler opiniões realmente coerentes com o tema .
Tudo parece questão de mostrar quem sabe mais e quem melhor tenta convencer, sem contudo apresentar soluções lógicas para esta questão .
É preciso entretanto sertificar-se da realidade brasileira, onde apagões causam muitas situações constrangedoras e fatais em certos casos como hospitais e industrias.
Temos direito de concordar ou discordar, respeitando quem tem coragem de primeiro se manifestar sobre o assunto como no caso da autora.
É lamentável a postura de alguns leitores que a criticaram, pois o respeito é item munero um da postura profissional.
maio 28th, 2012 at 10:57
Extremista,linguarudos,quantos elogios,bom respeito é bom em qualquer lugar,com certeza ,as fontes de energia ´precisam,tanto,ser renováveis com não renováveis,em nenhum momento,escrevi o contrário,preste atenção ,eu nenhum momento quis,ser dona da verdade,quem sou,apenas uma opinião,entre tantas,á população está crescendo,isso é um fato,ninguém aqui,tira o mérito de nenhum tipo de energia,tudo é uma questão,de opinião,é preciso,não apenas,nos comunicarmos,mas,nos entendermos,conflitos,sempre iram existir,as pessoas,pensam diferente,nem sou dá direita nem esquerda,nem me rotule,sou mais,do que meras palavras,penso,tenho opinião,se não concorda,nem leia,respondi ,porque tive,vontade,o que pensa,é apenas,sua opinião e de quem reclama,de quem é maleável,analítico,bom,nada mais á comentar,evite rotular e seja mais maleável,análise melhor o que escreve,ás vezes sou extremista,mas,tem momentos,que precisamos,sair do muro e ter opinião,nem sempre agrada,faz parte…sem protestos,apenas um desabafo,respeito,nunca fez mal á ninguém…
julho 12th, 2012 at 12:37
BLZ a energia eolica causa impacto ambiental
tudo que altera ou modifica o meio em que vivemos é impacto ambiental o que podemos nos pergunta esse impacto nos afetara negativamente ou não?
essa e a pergunta e outra quem concorda comigo que bioenergia,eolica,solar,geotermica e melhor que de origem fosseis como termoeletricas ou nuclear.
agosto 15th, 2012 at 16:16
eu sou a favor dos parques eolicos em qualquer lugar , avisao e linda parece ate que estamos no esterior ok.
agosto 19th, 2012 at 19:11
Falar de impacto ambiental e condenar a energia eólica só seria coerente se primeiro parassem todas as hidroelétircas em nome do meio ambiente???as hodroelétricas acabaram com muitas espécies de peixes de muitos rios…será que é pouco?em termos de impacto…acho ridículo esse motivos levantados contra o desenvolvimento da energia eólica que além de ser renovável,se trata de uma energia limpa…
agosto 22nd, 2012 at 22:49
os impactos ambientais são causados pelo próprio ser humano por sua falta de respeito para com o meio ambiente pois de que adianta muita tecnologia para o desenvolvimento da terra se nós não desenvolvemos o nosso respeito para com o ambiente;de que adianta eltrecidade se eu não sei ecÔnomizala ……
agosto 22nd, 2012 at 22:51
tambem concordo…..
agosto 23rd, 2012 at 16:57
é simplesmente impressionante a forma com que as pessoas tratam de expor as suas "idéias" a respeito de coisas sobre as quais não têm o menor conhecimento.
1- os aerogeradores não possuem movimento próprio, este apenas ocorre quando há vento, entre 4 a 15 metros por segundo (após essa velocidade, a máquina se "auto-trava",. por segurança). se observar a usina de Osório, se vê que a velocidade em geral é muito baixa, com movimento suave. É um absurdo alguém pensar que o "catavento" vá disparar e o mundo acabar.
2- RUIDO – é virtualmente impossível alguém perceber qualquer tipo de ruido – tanto pela baixíssima velocidade das pás, como pelo fato de a máquina ser um gerador elétrico. Além de não existir ruido, os equipamentos ficam em torres a mais de 100 metros do solo!!!! O que dizer de pessoas na Holanda que vivem até hoje DENTRO de moinhos de vento construidos com engrenagens de MADEIRA? Deveriam ficar malucas pelo suposto barulho das engrenagens, certo?
3- o impacto ambiental é praticamente inexistente, as torres ocupam uma pequena área do solo (20 m2), liberando totalmente o terreno para qualquer tipo de atividade -é o que existe em Osório: cultivo de arroz e criação de gado. Quanto ao visual, não chega a ser um terror estético – que tal o pavoroso aborto que é a Torre Eiffel, que foi construida no coração de Paris para servir de mastro de antena para a Radio da França (RTF) e que é hoja o simbolo da cidade?
4 – perigo de que a praga das eólicas se espalhe pelo Brasil? Não há a menor chance, pois os mananciais de vento são pouco abundandes no Brasil (infelizmente), sendo os mais ricos deles situados no Nordeste. Energia eólica: energia muito limpa e sem impacto.
novembro 7th, 2012 at 18:31
Quando escrevi esses comentários fui precipitada e gostaria se possível retirasse esses comentários,quando observamos apenas um lado da questão ficamos cegos ao todo,com sua experiência sabe o que é melhor e necessário,realmente quando escrevi estava com receio de ver ,as dunas comprometidas,mas acredito que me enganei e que não colocaram ,uma energia desse nível ,em qualquer lugar,se faz necessário á energia eólica,solar e todas que causarem menos impactos ao meio ambiente,que elas sejam bem vindas,renováveis e que ajudem nosso País á se desenvolver e ter um meio ambiente com energia eficiente e o suficiente pra atender á demanda,tudo tem impactos e devido á necessidade,preciso enfrentar com planejamento e respeito,pois as licenças ,só são dadas,se tudo estiver de acordo com as regras,muitos desafios, principalmente,nas redes de distribuição dessa energia tão importante pra o futuro desse País,espero que todos conflitos sejam sanados e que realmente seja um sucesso pra todos os investidores e consumidores,brasileiros…
janeiro 29th, 2013 at 10:57
Olá Fabiano, existe de fato uma ampla mobilização para estudar os efeitos da poluição sonora promovida pela energia eólica e os impactos desse tipo de poluição não são extremos, apenas dependem de fatores como idade e saúde. Haverá um congresso no Colorado para discutir isso, procure por
Noise-Con 2013 & Wind Turbine Noise 2013.
Espero ter ajudado
Cynthia Gusmão
fevereiro 18th, 2013 at 15:13
Me preocupa os comentários, vez que em minha cidade teremos audiência pública em breve para discutir a instalação de um "parque eólico". Tenho sentimento inicial de que seja um bom negócio, que deve ser aproveitado como atrativo turístico e para isso acredito que a comunidade no entorno seja beneficiada com uma contra partida por parte dos empreendedores como melhoria nas estradas, para inclusive alavancar o turismo. Trata-se de Imaruí SC.
março 25th, 2013 at 15:30
Salve, Faust. Trabalhei 13 anos com energia eólica, e agora estou trabalhando em uma Secretaria Municipal, na área ambiental. A usina, se bem projetada e instalada, é um bom negócio para os moradores. Traz investimentos e empregos para o município, como todo grande negócio impacta em uma cidade. Notou que condicionei "se bem projetada e instalada"? O projeto de uma usina eólica leva em consideração alguns pontos, o principal -claro- é um valor alto de média anual de velocidade de vento (que Imaruí tem), mas outros são "capitais": distância de interligação ao "linhão" de energia; área críticas ambientais (APPs, corredores de avifauna); subsolo do empreendimento. Estes são fatores técnicos "diretos".
maio 8th, 2013 at 18:37
tenho q fazer um trabalho sabre o impacto ambiental da energia eolica como faço?