O prefeito Eduardo Paes e o vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, lançaram nasexta-feira, 13 de agosto, o Fórum Carioca de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável e apresentaram o gee/” rel=”nofollow” >inventário de Emissões de gee (Gases do Efeito Estufa) da Cidade do Rio de Janeiro. Durante a solenidade, os participantes comemoraram o anúncio do início das obras da Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Seropédica, que vai entrar em operação em 2011 e permitir a desativação definitiva do Aterro de Gramacho.
Desenvolvido em parceria com a Coope-UFRJ, o gee/” rel=”nofollow” >inventário aponta a questão dos resíduos sólidos (lixo) como um dos principais vilões do meio ambiente na cidade, com 24% das emissões de gases do efeito estufa, atrás apenas do transporte rodoviário, responsável por 33% das emissões.
“É, sem dúvida, a grande notícia de hoje, que sintetiza o momento especial que o Rio de Janeiro vive. É importante que todos saibam que o que será feito ali será um ganho para esse Rio que a gente quer ver acontecer. Por isso, o início dessas obras mostra a disposição da Prefeitura em desativar definitivamente o Aterro de Gramacho. Mostra que, junto com o estado e a sociedade civil, resolvemos enfrentar esse problema”, afirmou Eduardo Paes, completando que o Rio será uma cidade parceira de Seropédica.
Formado por representantes dos governos, da sociedade civil e meio acadêmico, o objetivo do Fórum é discutir propostas de sustentabilidade e políticas públicas voltadas para o meio ambiente. O trabalho do grupo que integra o Fórum terá como base o gee/” rel=”nofollow” >inventário de Emissões de gee. De acordo com o levantamento, o Rio possui um dos menores índices de emissões per capita de carbono entre as principais metrópoles do mundo.
O lançamento do Fórum e a apresentação do gee/” rel=”nofollow” >inventário integram o conjunto de ações que a Prefeitura do Rio está adotando para atingir a meta, estabelecida no Programa Rio Sustentável, de reduzir em 8% a emissão de gases do efeito estufa até 2012, podendo atingir 16% em 2016 e 20% em 2020.
Em seu discurso, o prefeito Eduardo Paes falou sobre a importância do estudo:
“É fundamental. Trata-se de mais um instrumento de prestação de contas e de cobrança da população para todos nós. Se não sabemos quais problemas enfrentamos, é muito difícil endereçar políticas públicas para a solução desses problemas. O Rio tem uma meta muito objetiva para 2012, de redução do gases do efeito estufa, e estamos avançando”, disse Eduardo Paes.
O estudo apontou o setor de transportes rodoviário como o maior vilão do meio ambiente na cidade. Em relação aos ônibus, o prefeito do Rio destacou as principais iniciativas do Município para conter a emissão de poluentes:
“Pela primeira vez na história da cidade está sendo realizada licitação das linhas de ônibus. Na próxima semana, anunciaremos as concessionárias que vão operar no Rio de Janeiro. O que vemos hoje é uma quantidade absurda de ônibus prejudicando a circulação das pessoas. A partir de agora, a Prefeitura vai facilitar a locomoção das pessoas de maneira ambientalmente correta. Nessa licitação também estão previstos os BRTs e nossa meta é que, até 2016, a cidade tenha quatro corredores que vão mudar a realidade do transporte, impactando muitona redução da emissão de gases”, disse ele.
Outra iniciativa é da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que está desenvolvendo o programa de expansão da rede de ciclovias “Rio, Capital da Bicicleta”, com o objetivo de incentivar essa modalidade de transporte como modal, não apenas como instrumento de lazer.
Com isso, a Prefeitura espera dobrar, em três anos, a malha cicloviária da cidade de 150 km para 300 km, especialmente na Zona Oeste – a Zona Sul já está recebendo ciclofaixas, pistas compartilhadas para carros e bicicletas.
O vice-prefeito e secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, falou sobre a importância do evento:
“Este encontro é fruto de uma articulação do governo com a sociedade civil, além das universidades, que tem o objetivo de analisar, de forma concentrada, todos os impactos decorrentes das mudanças climáticas. E, com o lançamento do gee/” rel=”nofollow” >inventário, teremos todos os elementos técnicos para aprofundarmos o debate de medidas mitigadoras”, disse Muniz.
Na área de reflorestamento e de recuperação da Mata Atlântica, a meta da Prefeitura do Rio é realizar o plantio de árvores em 1.500 hectares até 2012, transformando o Rio de Janeiro na “Capital Verde do Sudeste Brasileiro”. A secretária estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos, prometeu cooperar e destacou, em seu discurso, a importância de eventos como esse para o desenvolvimento de projetos sustentáveis:
“Parabenizo o prefeito Eduardo Paes por esta maravilhosa iniciativa e gostaria de me confraternizar com a Prefeitura. É um grande passo e precisamos continuar trabalhando”, disse a secretária.
Resíduos sólidos – Ao lado do prefeito Eduardo Paes e da secretária estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos, o diretor da Ciclos – Saneamento e Energia, empresa responsável pelas obras do CTR Seropédica, Cesar de Oliveira, deu mais detalhes sobre o projeto: “Iniciamos com obras de infraestrutura, com o secamento das áreas e a instalação de todo o maquinário para a recepção dos resíduos”, disse Cesar.
O diretor explicou que o CTR tem capacidade para receber 9 mil toneladas de resíduos e será ambientalmente mais limpo, uma vez que o aterro será composto por tripla proteção subterrânea e sistema de drenagem de gases, entre outros avanços.
O secretário Carlos Alberto Muniz também comemorou o início das obras do CTR de Seropédica:
“É uma feliz coincidência instalarmos o Fórum Carioca de Mudanças Climáticas no dia em que se iniciam as obras do CTR de Seropédica. A partir de agora, teremos condições técnicas de encerrarmos o funcionamento do Aterro de Gramacho e implantar uma tecnologia adequada, que não impacta negativamente o meio ambiente.
O gee/” rel=”nofollow” >inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa – O estudo toma como base a situação da cidade em 2005. Foram pesquisadas emissões da atividade industrial, das florestas, da agricultura e da produção de resíduos. Foram levadas em consideração as emissões provenientes dos transportes, do consumo de energia elétrica e do consumo de álcool. Os gases inventariados foram o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido mitroso (N20).
Segundo o levantamento, os setores que mais produzem Gases do Efeito Estufa (gee) foram, por ordem: energia (consumo energético) 64%, devido à queima de combustíveis no transporte rodoviário; resíduos, com 31%, tendo como mais significativos os resíduos sólidos urbanos; indústria, 16%; residências, 9%; setor público, 4%, entre outros.
É importante destacar que, para a elaboração de um gee/” rel=”nofollow” >inventário, é necessário um intervalo de 4 a 5 anos em relação ao levantamento anterior, como determina o Protocolo de Kyoto. Tal intervalo é fundamental para que sejam encontradas mudanças significativas na coleta dos dados, o que garante a precisão das informações.
(Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro. Texto: Flávia David)
Conteúdos Relacionados:
- GEE: GHG divulga inventários de 2010
Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas apresenta resultados de inventários de emissão de gases de efeito estufa das 77 empresas do Programa Brasileiro GHG Protocol...
- II Workshop Inventário Corporativo de Emissões de GEE
Segunda edição do workshop, que acontecerá 28 de julho, em São Paulo, vai explicar o passo a passo para a elaboração do inventário corporativo de emissão de gases de efeito estufa (GEE)...
Tags: GEE, Mercado de Carbono, Sustentabilidade



