Da Agência Ambiente Energia - A região Norte ganhará uma referência na formação de recursos humanos para o setor elétrico. Até o final de agosto, a Eletrobras prevê fazer a licitação para construir o Centro de Excelência em Energia do Acre (Ceeac), cuja pedra fundamental foi lançada nesta terça-feira, dia 17 de agosto, pelo presidente José Antonio Muniz. O investimento no centro está estimado em R$ 36 milhões, sendo endo R$ 6 milhões em obras civis e R$ 30 milhões em equipamentos. A previsão é que as obras comecem a partir de setembro, durando seis meses.
Além da Eletrobras, o Ceeac tem apoio de mais nove empresas Santo Antônio Energia, Energia Sustentável do Brasil, Interligação Elétrica do Madeira, Norte Brasil Transmissora de Energia, Alstom, Siemens, Voith Hydro, Andritz Hydro e Impsa. Segundo a empresa, o centro será fundamental na formação dos recursos humanos que darão suporte à expansão do setor elétrico na região amazônica. Levantamento feito pela estatal mostra a necessidade de formar 900 engenheiros nos próximos 10 anos, para atender à demanda de profissionais provocada pelas obras previstas para a região Norte.
“Serão necessários 500 engenheiros civis, 300 engenheiros eletricistas e 100 engenheiros mecânicos”, contabiliza José Antonio Muniz. O cálculo toma por base os profissionais que estão sendo mobilizados para a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, ambas em Rondônia.
Composto por 15 salas de aulas, três laboratórios, auditório e biblioteca, numa área total de 3.mil m², o Centro formará engenheiros em cinco áreas – Engenharia Mecânica, Elétrica, de Energia, Hídrica e do Meio Ambiente – e também profissionais de Tecnologia da Informação. De acordo com a empresa, as pesquisas no Ceeac estarão concentradas em três áreas principais: turbinas “bulbo”, transmissão em corrente contínua e gestão ambiental.
O Ceeac também integrará a Rede Amazônica de Conhecimento Energético (Race), criada a partir de estudo patrocinado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), em 2004. A rede é formada pela Eletrobras, Eletronorte e as universidades federais do Acre, Rondônia, Amapá, Roraima e Tocantins, com recursos das duas empresas e ainda dos Fundos Setoriais CT-Energ e CT-Infra, ambos do MCT. De 2004 até hoje, foram criados seis cursos de engenharia elétrica (UFPA, Unir, Unifap, UFT, Ufac e UFRR), um de engenharia mecânica (UFPA) e um de engenharia (UFPA).
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